Série Riscos em Projetos – Parte 3
abril 5, 2010 2 Comentários
Plano de resposta aos Riscos
Depois de avaliar/quantificar (Série Riscos em Projetos – Parte 2) os impactos dos riscos potenciais do projeto é preciso estabelecer os planos de resposta. Dentre elas, temos ações para:
- Evitar: o objetivo é evitar a exposição do projeto a um determinado risco; onde são tomadas ações que visam impedir a influência do mesmo no projeto. Um exemplo simples: Se existe o risco de chover e você se molhar, basta não sair de casa. Embora esta ação evite o risco, ela também impacta suas atividades diárias e pode não ser a mais adequada.
- Transferir: nesta situação, pretende-se transferir a responsabilidade pelo tratamento do risco para um terceiro. Um exemplo do nosso cotidiano são os seguros de bens (residenciais, de automóveis) e de vida. O simples fato de contratá-los não evita o risco, mas, transfere a responsabilidade pelo tratamento das consequências para terceiros.
- Prevenir/Mitigar: as ações de prevenção visam a realização de atividades que minimizam a probabilidade de ocorrência de um determinado risco. Por exemplo, pode-se iniciar a aquisição de equipamentos necessários ao projeto muito antes de sua real utilização. Neste caso, mesmo com a prossibilidade de ocorrerem atrasos na entrega, a probabilidade de que este atraso impacte o projeto é menor. Outro tipo de ação é na redução dos potenciais impactos de uma situação incerta. Neste caso, a probabilidade de ocorrência mantém-se a mesma, porém, já foram tomadas medidas que minimizam sua influência sobre o projeto. Um exemplo seria a utilização de equipamentos de proteção (capacetes e luvas).
- Aceitar: mesmo conhecendo a possibilidade de ocorrência de um certo risco, adota-se a estratégia de não realizar nenhuma ação específica. Nestas situaçãoes o esforço a ser empreendido em ações, por exemplo, para evitar ou prevenir-se quanto a ocorrência do risco é maior do que impactos que podem ser causados. Esta ação baseia-se na avaliação de severidade dos riscos do projeto. Um exemplo de aceitação é o número de pneus estepe disponíveis em um carro (ou sua inexistência em uma moto). Para o caso do carro, embora exista a probabilidade de que dois pneus furem ao mesmo tempo, esta probabilidade é estatisticamente baixa.
Como o risco é um evento ou condição incerta que tem efeito sobre os objetivos do projeto, nem todos precisam ter efeitos negativos sobre o projeto. Neste caso, são considerados riscos positivos, e que potencialmente representam oportunidades para o projeto. Por exemplo, a flutuação do câmbio para um projeto internacional é certamente um risco. Entretanto, caso a variação do câmbio favoreça a organização executora, pode se tornar uma oportunidade interessante para o projeto. Nestes casos, as ações envolvem ações para:
- Explorar: Neste caso procura-se proporcionar as condições para que este risco (positivo) se concretize.
- Compartilhar: No compartilhamento busca-se proporcionar, por exemplo, a uma outra organização (joint-venture) a oportunidade de usufruir dos benefícios que podem ser gerados na ocorrência de um dado risco.
- Melhorar: Nesta situação as ações visam intensificar os impactos do risco.
Tão importante quanto listar os riscos, é estabelecer planos de ação eficientes.
Para acessar os demais posts da série:
Ótimo artigo, somente para ajudar em uma nova tendência, hoje mesmo aplicando num primeiro momento uma das ações que comentou ainda temos o que chamamos de “risco residual”. É interessante re-avaliar a lista de riscos e verificar a necessidade ou de reclassificar esse risco residual ou simplemeste aplicar uma nova ação para elimina-lo caso seja possível.
Grande abraço,
Wander W. Salles
Obrigado Wander pela contribuição.
Abraço,
/Giovani Faria