Meu blog

Criar um blog tornou-se uma atividade corriqueira e, até mesmo, bastante simples. Existem várias ferramentas na web que auxiliam neste processo (e dentre elas o WordPress).

Mas, o esforço para manter e conseguir acessos no blog é inversamente proporcional a facilidade de sua criação inicial. Mesmo itens gráficos de aparência são relativamente fáceis de se configurar para obter um visual elegante, chamativo, interesssante, enfim, tudo ao gosto do freguês (o blogueiro).

Felizmente o blog Gerenciamento Estratégico, após seus 2 anos e 2 meses (completos agora em novembro/2011) tem conseguido manter uma tendência positiva no número de visitas ao longo desse período.

O gráfico abaixo permite ter uma ideia dessa tendência positiva:

Mas, claro, ‘nem tudo são flores’. O esforço, ainda que controlado, não é o que se pode chamar de ‘pequeno’. Produzir conteúdo que atraia a atenção de visitantes ocasionais e que cative visitantes regulares exige dedicação.

As atividades diárias e os projetos (já que os editores desse blog atuam em atividades gestão de projetos) tanto auxiliam nessa produção (através de situações que dão ideias para novas postagens) como também atrapalham (uma vez que absorvem o exíguo tempo livre).

No entanto, quero destacar que é uma atividade muito gratificante.  Por exemplo, acabei de digitar no Google as palavras gerenciamento estratégico e o blog aparece no topo da lista de resultados. O que, não deixa de ser um ótimo resultado, especialmente considerando que estas duas palavras são bastante comuns e difundidas nos ambientes de gestão empresarial.

No gráfico também é possível ver um ponto em destaque que foi resultado de um post sobre a gestão de comunicação onde o tema “Paradoxo de Abilene” foi abordado. Coincidentemente, este assunto fazia parte da prova de um concurso do BNDES. Novamente, o uso das palavras paradoxo abilene bndes também trás o blog no topo da lista dos resultados de busca do Google.

Então, para quem quer dividir suas ideias e experiências (em qualquer assunto que seja) através do ‘seu blog’ e, ser achado, aqui vão algumas dicas:

- Publique regularmente (ainda que sejam ideias simples). Não espere pelo post ‘sensacional’ para postar.

- Tags: coloque muitos, muitos tags mesmo em suas postagens. Isso ajuda as ferramentas de busca a acharem seu blog.

- Divulgue: no nosso caso, depois que já tínhamos um bom número de postagens, começamos a divulgar entre amigos, em listas de discussão das quais participávamos, etc.

- Comente: Comente outros blogs com o mesmo assunto que o seu. A frase “é dando que se recebe” funciona. Comente lá que alguém vai vir comentar cá. Além disso, você se atualiza e fica sabendo sobre o que é que estão falando na web sobre seu tema de interesse.

- ‘Linke-se’: Se um de seus posts faz referência ou tem um tópico relacionado a qualquer outro de seus posts, inclua o link. Isso ajuda no aumento dos page views e também facilita a pesquisa/leitura dos seus visitantes.

- Pesquise o que é SEO – Search Engine Optimization. Este tipo de abordagem ajuda as ferramentas de busca a te localizarem.

- Mantenha o foco: se o tema é gestão de projetos, não adianta publicar outros assuntos, sua audiência, especialmente aquela que é fiel ao seu blog, não voltou ali para saber de outros assuntos. Foco e objetividade.

- Altruísmo: seja um ‘blogueiro’ porque gosta, pois nem sempre você vai receber comentários e feedbacks sobre seu trabalho.

- Estatísticas: Escolher uma ferramenta (como o wordpress) que tenha ferramentas de análise estatística ajudam a acompanhar o desempenho do seu blog. Isso ajuda na motivação pessoal e no estabelecimento de metas (afinal, as métricas vão estar disponíveis). Por exemplo, agora em Novembro/2011 batemos nosso record de acessos diário e também do mês.

Finalmente, Volte Sempre. Sua visita é muito importante para nós. :)

Gerenciamento Estratégico

O km extra

O título desse post procura fazer uma alusão a frase “Walk the extra mile”, e no texto que segue tenho a intenção de discutir sobre os benefícios, desafios e esforços relacionados àquele “algo a mais” que você tem, pode, ou até mesmo deve proporcionar à você mesmo e à organização onde trabalha. Especialmente porque em diversos momentos ‘fazer somente o que é esperado’ não é o suficiente para provocar os resultados (ou mudanças) necessários (na sua vida, na sua carreira ou no seu trabalho).

Sou um praticante das corridas de rua e é fácil notar várias pessoas, por puro hobby ou prazer, fazendo um esforço adicional para atingir a linha de chegada. São, na sua maioria esmagadora, ‘corredores de final de semana’, amadores (dentre os quais me incluo).

É também interessante notar que nos metros finais várias pessoas parecem encarar aqueles corredores que estão logo à sua frente como sendo os líderes da prova. Neste momento, uma energia adicional brota não se sabe lá de onde e esse(a) corredor(a) acelera para ‘fazer a ultrapassagem’ e chegar na frente (em um fictício 1º lugar, já que dezenas ou centenas de outros participantes já cruzaram a linha de chegada).

Analisando estes eventos percebo alguns momentos bastante distintos nas provas:

  • O início é tumultuado, todos ficam aglomerados procurando uma posição ‘melhor’ para a largada (se é que isso é possível em um corredor da largura de uma rua repleto de pessoas). Quando é dada a largada o que se vê é um ‘estouro de boiada’. A afobação toma conta de muitos.
  • Na sequência, vem o ‘meio’ da prova. Nesta parte, da corrida acredito que boa parte dos participantes esteja competindo consigo mesmo, contra suas limitações físicas, mas, com muita vontade e motivação para completar o percurso.
  • E finalmente, os últimos metros, próximos da chegada. Depois dos quase 5km, 10km ou mais quilômetros que compõem o percurso da prova, ocorre um ‘fenômeno’ interessante de se observar, os sprints (arrancadas). Nesta hora, parece que a posição mais alta do pódio está sendo realmente disputada. Entretanto, neste momento o que parece ser o motivador não é a colocação em si, mas, a sensação de vitória por ter conseguido cruzar a linha de chegada centímetros à frente de mais um participante (e que, de preferência, seja alguém que também esteja buscando o seu km extra, as últimas reservas de energia). Nesta disputa quem ganha é o espetáculo já que, recursivamente, o público podem assistir a outros tantos ‘primeiros colocados’ completando a prova.

E na corrida da carreira profissional nas organizações ou na disputa das organizações para se manterem competitivas (e vivas) no mercado? Quantas pessoas (de todos os níveis hierárquicos) dispostas, e principalmente, com atitude para o km extra precisam existir e, efetivamente, ‘correr os sprints’?

Este km extra que cada um dá procurando melhorar sua projeção na carreira almejada naturalmente acaba por influenciar as organizações; uma vez que seus esforços pessoais, por mais ‘egoístas’ que possam ser, acabam por torná-lo um profissional melhor, mais capacitado e apto a desempenhar melhor suas funções.

Sob outro ponto de vista, suas iniciativas podem gerar novas oportunidades para sua organização em segmentos ou áreas que não vinham sendo exploradas até então. Ou, até mesmo, podem garantir que posições (ou clientes) conseguidas não sejam perdidas para outros players do mercado.

Alguns autores (e recrutadores) procuram avaliar bastante a Atitude dos candidatos perante situações adversas (ou de mudanças) e não somente analisar os conhecimentos (CV) e habilidades (CHA). Em outras palavras, a Atitude pode ser esta energia extra que permite adquirir novos Conhecimentos e transformá-los em Habilidades. Entretanto, esses dois últimos, sem Atitude, podem não render muitos frutos.

Os desafios são muitos e…….., vai encarar?

Giovani Faria

Meus posts

Top Posts – Gerenciamento Estratégico de Projetos

Hoje o Blog Gerenciamento Estratégico de Projetos atingiu a marca de 25 mil acessos.

Agradecemos aos visitantes pelo incentivo e vamos continuar nosso trabalho de dividir com vocês informações, experiências, opiniões e resultados relacionados à gestão de projetos.

Além disso, se você tiver alguma sugestão de assunto aderente ao nosso conteúdo, sinta-se à vontade par nos contatar.

Para ‘comemorar’, segue abaixo a lista dos posts mais acessados no último ano.

Novamente, obrigado.

Equipe Gerenciamento Estratégico de Projetos

Gerenciando Projetos Vencedores

Aproveitando o momento em que a atenção de alguns bilhões de pessoas ao redor do mundo está voltada para os eventos acontecendo na África do Sul eu me permiti fazer uma analogia entre a composição de um time de futebol e o fluxo de um projeto.

O seu projeto, assim como uma seleção disputando uma Copa do Mundo, é cercado de expectativas desde o início da competição. Entender o resultado esperado é só o primeiro passo rumo à conquista do título disputado.

Você quer ser um Campeão do Mundo? Então pegue a sua vuvuzela e avalie criticamente cada item dessa analogia…

A escolha do treinador

Pois bem, você foi designado para gerenciar um novo projeto. Assim como quando um treinador é escolhido para treinar uma seleção importante foram dadas em suas mãos as rédeas para conduzir esse projeto até sua conclusão, preferencialmente de maneira satisfatória.

Todas as esperanças estão depositadas em seu trabalho, e a conquista de um título (término do projeto dentro do prazo e custo combinados, com retorno financeiro adequado, etc.) passa a ser de sua responsabilidade. São suas ações e suas escolhas que vão determinar o sucesso do projeto ao longo da “competição”.

A grande diferença entre um treinador de seleção e um gerente de projetos é que o primeiro é  “dono do projeto” ele faz o que quer com o time sem a necessidade da aprovação ou mesmo o consentimento dos stakeholders, e ele não faz um controle de mudanças que é um dos itens mandatórios no gerenciamento de projetos.

A escalação

A primeira grande responsabilidade de um técnico é selecionar adequadamente seu time. Para isso ele deve conhecer as características de cada jogador e ter a visão de como cada um pode contribuir para o time de maneira mais efetiva. Seu trabalho como gerente de projetos não é diferente, você tem que selecionar dentro dos perfis disponíveis na sua empresa aqueles colaboradores que podem contribuir de maneira mais efetiva para seu projeto.

Assim como um técnico de uma seleção você provavelmente vai ter que contar com alguns perfis específicos de jogadores para montar seu time, como por exemplo:

  • O craque – aquele funcionário que é reconhecido por sua capacidade técnica e é disputado por todos os projetos;
  • A estrela – o profissional que é tecnicamente superior à média, mas acha que o time inteiro deve jogar em função dele;
  • O queridinho do patrocinador – aquela pessoa que você vai ter que aceitar em seu projeto porque o patrocinador (leia-se, alguém em posição hierárquica superior à sua) “gostaria” muito que participasse do seu projeto;
  • O “só jogo nessa posição” – aquele profissional que reluta em mudar de atividade, mas que você sabe que pode até produzir desde que possa “jogar mais recuado” ou “chutar mais para o gol”;
  • O “pau pra toda obra” – aquele profissional que “joga” em qualquer posição e te dá flexibilidade para mudar o esquema tático;
  • O perna-de-pau – você não achou que ia conseguir montar um time só com craques, achou?

Cabe à você fazer todos os jogadores trabalharem juntos para o bem do time. Além disso é essencial que você monte um time capacitado tecnicamente para disputar o campeonato, que é a execução do seu projeto. Um treinador de seleção de primeira linha pode até montar um time só de craques ou estrelas mas, como nos projetos da sua empresa, isso nem sempre é possível, o que evidencia a importância do trabalho do “treinador”.

A concentração

Se concentração ganhasse jogo o time da cadeia não perderia nenhuma, diz a antiga piada. No entanto a maioria dos treinadores não abrem mão desse artifício devido aos benefícios do mesmo. Da mesma, forma um time de projeto que esteja localizado em um mesmo local físico ganha em sinergias e integração dos membros, que geralmente resulta em maior produtividade no projeto.

Note que isso não é uma regra, mas se adotada certamente traz bons resultados.

O esquema tático

Assim como o time que entra em campo sem um planejamento tático, um projeto sem planejamento estratégico e operacional está fadado a, no mínimo, enfrentar dificuldades. Uma das características mais importantes de um técnico de futebol é ter uma visão estratégica do jogo e um bom planejamento tático, de modo a mudar completamente a forma de jogo com poucas alterações. Essa flexibilidade é alcançada com planejamento, treinamento e uma formação de time que comporte adaptações.

Em seu projeto visão estratégica deve estar descrita em seu Plano de Projeto, e as mudanças táticas devem ser resultado dos processos de monitoramento e controle do projeto. E, da mesma forma, a “visão de jogo” faz a diferença entre gerentes e gerentes.

O analista

Tudo bem, muito provavelmente você não vai ter uma pessoa que vai ficar “espiando” os outros projetos mas, da mesma forma que o resultado esperado de um espião é o fluxo de informações táticas ao treinador, é importante que o gerente de projetos tenha sempre a preocupação de entender a estratégia da empresa e os impactos dela em seu projeto. É imprescindível que o gerente de projetos esteja alinhado com as expectativas da gerência executiva e tenha ciência do resultado esperado do seu projeto.

Os torcedores

Muitas vezes chamados de 12° jogador devido à relevância que a torcida pode ter no decorrer de uma partida, os torcedores podem apoiar ou mesmo prejudicar o desempenho de um time. Igualmente, os stakeholders do seu projeto tem o poder de influenciar seus resultados, e nem sempre de forma positiva.

É pouco provável que seu projeto tenha 190 milhões de stakeholders torcendo por seu projeto, mas é essencial que você conheça cada stakeholder e avalie o impacto de suas necessidades em seu projeto.

O jogo

O jogo é a realização prática de toda esperança depositada no treinador e no time, da mesma maneira que a fase de execução do projeto é a implementação de seu planejamento. É durante o jogo que o esquema tático é posto à prova e caso ele se prove ineficiente mesmo os melhores times enfrentarão dificuldades em campo. O seu planejamento vai dar a linha mestra pelo qual seu time vai seguir, e o resultado do seu projeto está intrinsecamente ligado a ele.

Em um jogo, o entrosamento do time é essencial para um bom desempenho na partida, e o mesmo vale para o seu projeto. A boa escolha dos jogadores e um treinamento adequado minimizam riscos e colaboram para a disciplina em campo.

Conclusão

E então, quem vai ganhar a Copa do Mundo? Difícil dizer, afinal “o futebol é uma caixinha de surpresas”… Mas aqui reside a principal diferença entre um campeonato e o seu projeto: com planejamento, disciplina, dedicação e, principalmente, escolhas certas o seu projeto tem todas as chances de ser também campeão.

Eamon

Gestão de Projetos: Operacional x Estratégico

Vamos analisar a gestão de projetos sob dois pontos de vista:

  • Operacional: onde os passos definidos pelos fluxos de processos organizacionais de gestão de projeto são seguidos metódica e repetidamente. As auditorias de qualidade de processo não identificam não conformidades e os resultados esperados para o projeto são alcançados. A burocracia é entendida como necessária. Enfim, tudo é feito como e porque está no processo.
  • Estratégico: os fluxos de processos organizacionais são analisados e aprimorados. As auditorias de qualidade de processo sempre registram observações (de melhoria de processo) a serem validadas, aprovadas e, possivelmente, implementadas na organização. A burocracia é posta à prova constantemente e alternativas para melhorar a eficiência são propostas. Tudo é feito porque é importante para o projeto e para a organização.

No operacional as tarefas são simplesmente executadas individualmente. Enquanto que no estratégico as mesmas tarefas compõem um todo que tem um objetivo que todos os envolvidos compreendem e contribuem para seu atingimento.

A gestão operacional de projetos é voltada para os artefatos (planos, registros, etc.). Já a gestão estratégica de projetos é focada no objetivo/resultado.

Então, qual é o melhor tipo de gestão? Eu diria que uma combinação de perfis (operacional x estratégico) é o mais adequado, afinal, depois de se traçar uma estratégica (que foi analisada e planejada) é preciso que ela seja operacionalizada.

Giovani Faria

Meus posts

Recuperação de Projetos Problemáticos

É esperado que regularmente a performance/andamento do projeto sejam avaliados. Neste momento, pode ser que os resultados (indicadores) apontem para uma performance abaixo da esperada e também que as avaliações de tendência indiquem um resultado futuro nada interessante, ou seja, o projeto está com problemas.

Momentos como esse, não incomuns, são ideais para que um bom gerente de projetos possa por em prática suas habilidades e estabelecer, juntamente com sua equipe, um plano de ação para recuperação do projeto.

Embora o gerente do projeto seja o responsável ‘legal’ pelos resultados do projeto, é através da equipe que os objetivos do projeto serão atingidos.

Se os objetivos do projeto foram estabelecidos em termos de escopo, prazos, custos e qualidade, é importante que a equipe do projeto tenha um perfeito entendimento de cada um desses itens e suas respectivas restrições.

Tendo a avaliação em mãos é interessante determinar as potenciais causas para estes resultados indesejados. Neste momento, a equipe de projeto deve fazer uma auto-análise em busca das razões que culminaram nesta performance. Aqui, o objetivo não é realizar uma “caça às bruxas”, mas sim, indentificar problemas recorrentes de modo a evitá-los no futuro.

Sabendo onde o  projeto está e o que é que o levou até esta situação, é hora de estabelecer um plano de ação e trabalhar para torná-lo efetivo na recuperação do projeto.

Em resumo:
- avaliar a situação atual
- identificar os problemas internos
- estabelecer um plano de ação
- reavaliar e atualizar o plano de projeto
- reforçar os objetivos do projeto junto aos stakeholders
- intensificar atividades de monitoramento e controle do projeto

Situações como essa pedem por uma equipe comprometida e motivada. O gerente do projeto, por sua vez, tem que se fazer acessível e disponível para a equipe, liderando de forma efetiva.

E por último, o gerente do projeto deve trabalhar muito na troca de informações (comunicação) com a equipe (e demais stakeholders), não se esquecendo de fornecer feedback e, claro, de celebrar as conquistas.

Abraço,

Giovani Faria

Dicas para um bom Gerenciamento de Projetos

Como gerenciar um projeto de maneira efetiva? Não existe uma resposta certa para essa pergunta, da mesma forma que não existe só uma forma de gerenciar um projeto. O que existem são boas práticas que contribuem para um gerenciamento eficaz, levando-se em consideração o ambiente do projeto.

Não existem fórmulas mágicas ou guias passo-a-passo, mas sim, diferentes caminhos que podem ser tomados ao longo das fases de planejamento e execução, e que conduzem à conclusão do projeto com sucesso. Tudo se resume a escolhas: se boas, o caminho é mais fácil e o resultado final tende a ser mais favorável; se ruins, a tendência é que o projeto seja mais “desafiador”.

A intenção desse post não é ser um guia para o gerenciamento de projetos, mas sim uma coletânea de dicas e pontos de atenção que venho usando em meus projetos mas que, por serem genéricas, podem ser aplicadas a qualquer projeto.

1. Escopo

O escopo é a razão principal do projeto e, portanto, deve ser vigiado e acompanhado com muita atenção. A aderência ao escopo é um dos principais fatores pelo qual o sucesso de seu projeto vai ser julgado, portanto todo cuidado é pouco.

Existem dois fatores que podem comprometer seriamente seu escopo e, indiretamente, o prazo e o custo de seu projeto e que devem ser evitados a todo custo:

  • Gold plating: é aquela vontade quase incontrolável de dar uma melhorada no que estamos entregando ao cliente, mas que não está descrita nos requisitos ou no contrato. O problema é que corremos o risco de gastar tempo e dinheiro implementando algo que o cliente não deseja e deixar de lado algo que seria essencial. Ou, pior ainda, acrescentar erros a alguma coisa que já estava funcionando. A verdade é que seu cliente não vai te recompensar por algo que você acrescentou, mas vai te penalizar por algo que você deixou de incluir.
  • Requisitos não implementados: se os requisitos não estão implementados, é porque o projeto não foi completado com sucesso. Simples assim!

2. Prazo

Desvios no prazo de um projeto, infelizmente, são extremamente comuns e, via de regra, não acontecem necessariamente por descuido ou descaso do Gerente de Projetos, mas sim devido à alguma alteração nos outros elementos do triple constraint. De qualquer forma, qualquer atraso na entrega de um projeto gera stress entre as partes envolvidas e também deve ser evitado. Se a data de entrega estiver vinculada à alguma cláusula contratual a situação fica ainda mais complicada.

Algumas atitudes que você pode tomar para minimizar o impacto nos prazos de seu projeto:

  • Revise seu planejamento – essa é uma atividade diária, seu plano de projeto é um documento vivo e deve ser constantemente atualizado. Com isso você consegue antecipar tendências negativas que te pegariam de surpresa mais pra frente.
  • Avalie o progresso constantemente – compare o progresso atual com o planejado, aja em caso de desvios. Ferramentas que eu uso para essa avaliação: EVA (Earned Value Analysis) e/ou Burndown charts.
  • Documente mudanças – qualquer alteração de custo ou escopo que tenha impacto no prazo do seu projeto deve ser acordada coms os stakeholders e posteriormente documentada.

3. Custo

Aqui, todo cuidado é pouco! Finanças é uma das áreas mais sensíveis dentro do campo de atuação de seu projeto. Qualquer desvio tem potencial de gerar ‘calor’.

O que você pode fazer para antecipar surpresas?

  • Estimativas – se você pode influenciar aqui, faça! Todos os estouros de budget que eu vi foram causadas por estimativas irreais. Se possível, tente manter suas estimativas o mais realistas possível. Se conseguir, isso vai te poupar muita dor de cabeça.
  • Controle – quanto mais crítico o projeto mais esse controle deve beirar a obsessão. Eu geralmente tento controlar os custos do projeto semanalmente através dos gastos e lançamentos, comparando sempre com o baseline do projeto.
  • Revise seu planejamento – o mesmo vale aqui, procure “gastar” de forma inteligente.

4. Qualidade

Mais do que um produto ou serviço bem feito a qualidade é a marca que seu projeto vai deixar no cliente. O problema é que a qualidade é muitas vezes implícita e não é discutida no início do projeto, mas é cobrada na entrega do mesmo. É uma prerrogativa do Gerente de Projetos zelar pela qualidade do resultado final do projeto, agindo pelo melhor interesse do cliente.

Para isso é necessário:

  • Seguir os processos estabelecidos – a aderência ao processo minimiza os riscos de desvio no padrão de qualidade.
  • Inspeção – a qualidade tem de ser medida ao longo do processo, quaisquer variações devem ser corrigidas o mais rapidamente possível.
  • Foco em prevenção – a máxima “melhor prevenir do que remediar” continua válida, quanto mais cedo um problema de qualidade for detectado mais barato será para corrigi-lo.

5.    Comunicação

Já foi dito que um Gerente de Projetos gasta, pelo menos, 80% do seu tempo se comunicando. Por mais que esse número possa parecer exagerado a grande verdade é que uma das funções maiores de um gerente é fazer as várias engrenagens de um projeto funcionarem juntas, como um maestro de uma orquestra, e para isso uma boa comunicação é essencial.

Dicas para melhorar a comunicação no seu projeto:

  • Identifique e gerencie todos seus stakeholders – isso significa entender quem pode influenciar seu projeto, qual a influência que cada um pode exercer e o que cada um espera do projeto.
  • Crie uma matriz de responsabilidades – facilita muito a comunicação entre stakeholders ao dar maior visibilidade das atividades, responsabilidades e necessidade de comunicação de cada parte envolvida.
  • Use os canais certos – procure sempre a maneira mais eficaz de se comunicar com cada parte interessada, não a que seja mais conveniente pra você! Algumas pessoas se comunicam bem por meios eletrônicos, outros necessitam de relatórios detalhados, e tem alguns que precisam do “olho no olho”.
  • Mantenha uma rotina de reporte – procure descrever os tópicos mais importantes do período de tempo entre relatórios, mostrando problemas, riscos e resultados alcançados. Além de garantir a distribuição de informação, isso vai te ajudar a manter o histórico do projeto.

6.    Recursos Humanos

Projetos tratam de resultados, e resultados se atingem através de pessoas. Por mais que o foco deva ser no resultado final do projeto o bom Gerente de Projetos sabe extrair os melhores resultados de seu time, motivando as pessoas e trabalhando metas atingíveis.

Formas de ganhar o comprometimento do time e alcançar os resultados desejados:

  • Entenda as diferenças – cada pessoa é diferente, e reage de formas diferentes a estímulos. É necessário estar atendo às particularidades da personalidade de cada pessoa, usando isso a seu favor na hora da comunicação.
  • Contrato de trabalho – é uma das formas mais úteis de ganhar comprometimento. Antes do início das atividades os objetivos do projeto, resultados esperados de cada pessoa e o modo de trabalho são discutidos e acordados individualmente, e as partes se comprometem a seguir esse “contrato”. Com isso, cada um sabe o que esperar e o que é esperado de si mesmo.

7.    Riscos

Uma característica comum em Gerentes de Projeto é não gostar de surpresas, e a melhor forma de evitar o inesperado é fazendo uma análise detalhada dos riscos do projeto.

Dicas para gerenciamento de riscos:

  • Envolva os stakeholders – muitas vezes um olhar diferente sobre o cenário pode levantar alguns riscos que tenham passado despercebidos. Seu time e o patrocinador do projeto vão detectar riscos diferentes.
  • Análise e acompanhamento constantes: sua lista de riscos deve ser revisada e atualizada constantemente, e as ações pertinentes devem ser executadas e monitoradas tão logo se façam necessárias.

Espero que essas dicas possam ser úteis.

Abraço,

Eamon

Quero ser Gerente de Projetos

Olás, 

Recentemente alguns alunos meus do curso de graduação em Engenharia de Computação e outras pessoas do meu networking me questionaram sobre “Qual o caminho a seguir para se tornar um Gerente de Projetos?”. Para tentar contribuir com este assunto, pedi que me enviassem seus questionamentos e dúvidas a este respeito. Na sequência, apresento algumas dessas perguntas e minhas contribuições para as respostas. 

P. Para se tornar um Gerente de Projetos é necessário ser graduado em algum curso específico (como Administração ou Engenharia)? 

R. Mais do que a formação em uma área específica, a pessoa que almeja exercer a função de Gerente de Projetos precisa ter perfil e desenvolver as competências e habilidades necessárias. Obviamente, alguns cursos de graduação tratam de forma mais profunda temas relacionados ao gerenciamento de projetos (ex. finanças). Em um post recente, tratei sobre o tema “Gerente de Projetos – Competências e Habilidades” e creio que seja uma interessante fonte de consulta. 

P. Certificação PMP ou MBA em Gerenciamento de Projetos? O que é melhor fazer? 

R. Uma escolha não necessariamente exlui a outra. Acredito que a pós graduação seja interessante para fornecer embasamento teórico no campo do Gerenciamento de Projetos, mas, não consegue fornecer experiência. Outro ponto de atenção, é que os cursos de MBA em Gestão de Projetos costumam seguir a estrutura do PMBoK, o que pode acabar se tornando repetitivo caso você decida pelo MBA em Gestão de Projetos e a certificação PMP. Nesse caso, um MBA mais genérico (gestão empresarial, por exemplo) pode ser mais interessante e fazer a diferença. O PMBoK por exemplo, embora seja um guia muito valioso e reconhecido, não é exatamente ‘prático’ no sentido de que você precisa ter experiência/vivência em gerenciamento de projetos para poder utilizá-lo de forma mais ampla e eficiente. Vejo que muitas vagas do mercado de trabalho valorizam a pós-graduação (em gestão, MBA, etc). Já as certificaçãos (PMP, por exemplo), como o próprio nome diz, certificam/atestam seu conhecimento o gerenciamento de projetos sob o ponto de vista do PMBoK. A escolha entre um ou outro (ou os dois) depende muito do mercado de atuação e suas demandas específicas. Sobre esta e outras certificações, consulte post “Certificações em Gerenciamento de Projetos”. 

P. Como sair do “anonimato”, ocupando um cargo técnico, para se tornar Gerente de projetos? 

R. Esta me parece ser a pergunta mais complexa de todas, uma vez que cada mercado, e mais especificamente, cada empresa, trata o desenvolvimento da carreira de seus profissionais de forma diferente. Mas, acredito que independentemente desses aspectos específicos, a palavra de ordem seja Capacitação. Isto é, se o objetivo é se tornar efetivamente um Gerente de Projetos você deve desenvolver as competências e habilidades necessárias. Além disso, é preciso se expor, assumir responsabilidades e, principalmente, mostrar resultados. Conheço vários casos onde pessoas com cargo técnico (desenvolvedores) que, com o tempo, passaram a assumir posições de liderança dentro de seus times, ficando com a responsabilidade de coordenação técnica (Sugestão de post: “Liderando Equipes de Projeto“). Com o passar do tempo, e o surgimento de oportunidades, essas pessoas acabaram por ser a ‘escolha natural’ para o cargo, uma vez que tiveram a oportunidade de mostrar seu valor para a organização. 

P. Um Gerente de Projetos precisa ser muito criativo e saber ‘muito de tudo’? 

R. Saber muito de tudo é uma intenção bastante ousada. Claro que se pode chegar muito próximo disso, mas, creio que seja mais efetivo focar em saber o suficiente. Ou seja, analisar e ver as áreas de maior importância para os tipos de projeto em que se trabalha e desenvolver o conhecimento necessário. Esta análise deve ser bastante influenciada pelo tipo de organização em que se trabalha, onde por exemplo, pode existir um PMO (Escritório de Projetos) que fornece, diferentes níveis de suporte ao gerenciamento (Sugestão de post: “O que é esperado de um PMO? “). Obviamente que com o passar do tempo, novas experiências vão sendo acumuladas e novas habilidades são desenvolvidas. 

P. Conhecer o mercado em que trabalhamos nos ajuda a crescer? 

R. Sim. O conhecimento do mercado e de suas demandas ajuda a trabalhar de forma mais efetiva e eficiente. E, considerando que o que importa são os resultados alcançados, este conhecimento aprofundado pode contribuir de maneira decisiva na criação de valor para a organização (e seus cliente). (Sugestão de post: “Desenvolvimento de Competências como diferencial competitivo“)  

Em resumo eu diria que para conseguir visibilidade dentro de uma organização são necessários, entre outros: 

  • Capacitação
  • Empenho
  • Resultados

Giovani Faria 

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