O propósito deste artigo é analisar, de maneira resumida, as certificações existentes no mercado relacionadas à prática do Gerenciamento de Projetos. São elas:

 PMP – Project Management Professional
É a certificação mais solicitada pelo mercado e é também a mais conhecida. O certificado é emitido pelo PMI mediante o desempenho em uma prova escrita, onde o candidato deve responder a perguntas sobre a prática em gerenciamento de projetos, baseando-se nos conhecimentos disponíveis no PMBOK. A prova é complicada e extensa, e atesta conhecimentos nas boas práticas de gerenciamento de projetos, responsabilidade social e ética. Para se tornar elegível o profissional deve satisfazer a determinados requisitos de educação e experiência, tais como a participação em pelo menos 4500 horas em projetos para profissionais com 3° grau completo (7500 horas pra não graduados). É exigida uma recertificação após 3 anos.
Maiores informações: site do PMI

 PRINCE2, Project In a Controlled Environment
Foi desenvolvido pelo governo Britânico, é bastante reconhecida no Reino Unido e, aos poucos, começa a ganhar força no resto do mundo. Existem dois níveis de certificação, Foundation e Practioner, que não exigem comprovação de experiência. A certificação Foundation é obtida também através de uma prova de múltipla escolha e não expira. O nível Practioner é obtido através de uma prova dissertativa, baseada em estudos de cenários, e expira após 5 anos. Existe um alto nível de compatibilidade entre o PRINCE e o PMBOK, sendo que o primeiro é totalmente aderente às boas práticas contidas no PMBOK.
No Brasil essa certificação é mais pedida principalmente por multinacionais com sede no Reino Unido.
Maiores informações: www.prince2.org.uk

IPMA-D
Também pouco conhecida no Brasil, é representada aqui pela ABGP (Associação Brasileira em Gerenciamento de Projetos). A ABGP / IPMA, fornece apenas um tipo de certificação, para os profissionais de gerenciamento de projetos, mas contempla alguns níveis:

  • Nível A (Diretor de Projetos Certificado): Capaz de coordenar todos os projetos de uma empresa, unidade de negócios ou programa.
  • Nível B (Gerente de Projetos Certificado): Capaz de gerenciar projetos de maneira autônoma.
  • Nível C (Profissional de Gerenciamento de Projetos Certificado): Capaz de gerenciar projetos não complexos e de apoiar o gerente de um projeto complexo em todos os elementos e aspectos do Gerenciamento de Projetos.
  • Nível D (Praticante de Gerenciamento de Projetos Certificado): possui conhecimentos de todos os elementos e aspectos do gerenciamento de projetos e pode aplicá-los em determinados campos do projeto, atuando como um especialista.

Para o nível D é necessário uma prova composta de questões dissertativas de múltipla escolha, para os demais níveis é necessário também um material dissertativo individual, entrevistas como candidato e estudos de cenário.
Maiores informações: http://www.ipma.ch/

Scrum Master
Um dos papéis dentro da metodologia Scrum, que é um processo ágil de desenvolvimento de projetos. De todas, essa é que está mais ligada à área de software, que foi onde a metodologia surgiu. O certificado de Scrum Master é emitido pelo Scrum Alliance após um treinamento onde o candidato aprende sobre a metodologia e tem experiências práticas usando o Scrum e suas ferramentas. Após a finalização do treinamento, todos os alunos deverão se submeter a um exame on-line, aplicado diretamente pela Scrum Alliance, para poder receber o título de Certified ScrumMaster.
Maiores informações: http://www.scrumalliance.org/scrum_certification

Conclusão

As certificações descritas acima apenas atestam a proficiência do candidato no material de estudo ou, em outras palavras, mostram que a pessoa teve um bom desempenho em uma prova. O que torna o Gerente de Projetos um bom profissional são a experiência prática, a sensibilidade no trato com as pessoas e a disposição em sempre aprender coisas novas.

Cabe a cada um avaliar as vantagens e desvantagens de cada uma, e aplicar os conhecimentos adquiridos para melhorar a prática da gestão, buscando sempre ser um replicador dos conhecimentos dentro da organização. Com isso, cada vez mais teremos projetos bem sucedidos…

É isso.

Abraço, Eamon Sousa

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