Depois que publiquei o post “Quero ser Gerente de Projetos”, acabei recebendo alguns novos contatos de pessoas que acessaram o conteúdo. Nestes contatos acabei sendo indagado de diferentes formas sobre o assunto que me levaram a uma nova reflexão sobre a matéria. Assim, para complementar o assunto, vou iniciar apresentando um pequeno diálogo (que é atribuído a um autor desconhecido) entre o mestre e seu discípulo:

  • Mestre, como faço para me tornar um sábio?
  • Boas escolhas – responde o mestre.
  • Mas como fazer boas escolhas?
  • Experiência – diz o mestre.
  • E como adquirir experiência, mestre?
  • Más escolhas.

Analisando este diálogo sob o ponto de vista da construção de uma carreira em Gerenciamento de Projetos entendo que, embora, perfil (vocação) e competência técnica sejam fatores de extrema importância, a vivência (“boas e más escolhas”) é um dos grandes fatores de diferenciação do profissional. E como bem disse o mestre ao seu discípulo, para se aprender a fazer boas escolhas podemos acabar fazendo más escolhas. Ou seja, estamos constante aprendendo com nossos erros. A capacitação por meio de treinamentos nos ajuda a entender O Que e Por Que fazer uma série de atividades em termos das melhores práticas, mas, não consegue nos dizer exatamente Como fazer (que é um dos fatores que sofre forte influência das características da operação e estrutura da empresa e de seu segmento de atuação).

Entretanto, mesmo este parecendo ser o caminho natural das coisas (‘…erros e acertos…’), não é normalmente a maneira como as empresas gostam (ou precisam) que seja a atuação de seus profissionais, em especial, os de gerenciamento de projetos. A forte concorrência e dinamismo do mercado estabelece demandas muito mais agressivas para as empresas, onde as falhas no trabalho de seus profissionais acabam por não ser normalmente toleradas. Neste cenário, como formar um profissional em gerenciamento de projetos se o que ele precisa é de experiência, mas a dinâmica do trabalho não permite esta liberdade? Uma resposta pode estar no coaching.

Neste coaching o candidato a gerente de projetos (discípulo) deve ter alguém designado para orientá-lo. Esta figura do mestre (coach) pode ser:

  • Um Gerente de Projetos que tem em sua equipe um assistente em gerenciamento de projetos que será treinado
  • Um Gerente de Projetos mais experiente que ficará responsável pelo treinamento/orientação/monitoramento de outro em formação
  • O PMO (Project Management Office), responsável, entre outras coisas, pela capacitação dos profissionais de gerenciamento de projetos

Um opção de leitura sobre o tema é: Coaching: o Exercício da Liderança

Giovani Faria

Meus posts

Outros posts:

Anúncios