Introdução

Quando falamos de riscos em projetos podemos nos lembrar da famosa Lei de Murphy. Algumas versões são:

  • “Se alguma coisa pode dar errado, com certeza dará”.
  • “Se houver mais de uma maneira de se executar uma tarefa ou trabalho, e se uma dessas maneiras resultar em catástrofe ou em consequências indesejáveis, certamente essa será a maneira escolhida por alguém para executá-la.”

Embora com palavras nada otimistas, esta conhecida lei acaba sendo comprovada nas mais diversas situações e, mais especificamente, nos projetos.

Quando falamos de gerenciamento de projetos, estamos nos referindo ao gerenciamento da Integração de diferentes áreas tais como: Escopo, Custos, Tempo (prazo), Qualidade, Pessoas, Comunicações, Aquisições e Riscos. Que por sua vez, devem estar alinhadas com a estratégia organizacional.

Com tantos aspectos para gerenciar – de forma integrada – fica evidente que a probabilidade de que Murphy se faça ‘presente’ em seu projeto é bastante alta.

A questão principal é: Como se precaver e se antecipar aos potenciais problemas? Como ‘vencer’ Murphy?

Uma resposta imediata seria Planejamento e, em especial, atuação plena no Gerenciamento de Riscos.

Quando tratamos do Gerenciamento de Riscos (Planejamento, Identificação, Análise, Monitoramento e Controle) é importante entender qual o perfil de risco de sua organização? Abaixo, alguns exemplos:

  • Em projetos de pesquisa, as instituições aceitam um alto grau de risco, uma vez que os investimentos em novas tecnologias não necessariamente podem trazer resultados, especialmente no curto prazo.
  • Já nos projetos incrementais de desenvolvimento de produtos, onde novas funcionalidades são incluídas, a aceitação dos riscos é moderada. Isto é, a empresa trabalha na evolução de um produto que já possui um determinado mercado.
  • Finalmente, nos projetos de customização contratados por um cliente qualquer, a aceitação de riscos é extremamente baixa, uma vez que muito provavelmente a organização executora será responsável pelos resultados do projeto.

Entretanto, estamos falando de situações e circustâncias que, muitas vezes, estão fora de seu controle. Por exemplo:

  • pessoas de seu projeto deixando a empresa;
  • problemas com infraestrutura e com as ferramentas de suporte ao projeto;
  • entendimento incorreto de requisitos ou prioridades;
  • estimativas incorretas, etc.

A lista é imensa e, provavelmente, estará sempre incompleta. Então, mais do rever constantemente a lista de riscos para incluir novos itens, o principal desafio é tratá-los (monitorar e atuar) corretamente.

Avaliação de Riscos – Parte 2

Giovani Faria

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