Na TV este título se refere ao empenho de uma pessoa (ou equipe) em encantar uma plateia (e a audiência do programa) no intervalo de tempo de 30 segundos. Aqui, não há tempo para erros, replanejamento e nem mesmo para muitas ‘preliminares’. É preciso chegar ao ápice muito rápido. A plateia tem que ser envolvida e, principalmente, gostar do que viu.

O artista tem apenas uma chance, ‘um tiro’, para acertar o alvo. Mas o alvo, não é algo matemático, quantitativo, cartesiano, com coordenadas (GPS) estabelecidas. O alvo é a percepção pessoal de cada um (o que naturalmente é algo bastante subjetivo).

Em rodadas de negócio, onde se busca identificar oportunidades e formar potenciais parceiras comerciais, não é muito diferente. Neste caso o show de habilidades é substituído por uma apresentação de uma ideia, conceito ou um plano de negócio que precisa, definitivamente, encantar a plateia (que agora é representada por investidores, empresas, etc). Dessa forma, é preciso estabelecer um encadeamento lógico entre ideias, planos e ações de modo a construir um resultado (normalmente financeiro) que agrade a este tipo de público.

E no dia a dia dos projetos? É comum ter que se ‘virar nos 30’? Neste caso, embora o tempo disponível seja maior do que os 30 segundos do show de habilidades, a necessidade de resultados ainda permanece.

  • A equipe alocada no início do projeto (gerente e arquitetos de solução, por exemplo) tem que ‘se virar’ pra entender exatamente quais os requisitos do projeto e então traduzi-lo no escopo.
  • Esta mesma equipe, que pode também contar como auxílio de outros membros (desenvolvedores, testadores, etc.) tem que ‘se virar’ para estimar adequadamente o esforço (pontos, histórias, casos de uso, etc.) e evitar problemas futuros na execução do projeto (por exemplo, orçamento, prazo, etc.).
  • A equipe de desenvolvimento tem que ‘se virar’ para implementar o escopo estabelecido (para o sprint, por exemplo) de acordo com o prazo determinado (dias, semanas, mês,…)
  • O gestor dos recursos (gerente de programa, gerente de portfolio, etc.) tem que ‘se virar’ para priorizar e disponibilizar os recursos (humanos, estrutura, financeiros, equipamentos, etc) de que os projetos precisam.

Enfim, todos ‘se virando’ pra desempenhar suas tarefas, cada um com seus objetivos pessoais e profissionais que, durante um período de tempo, devem convergir para o objetivo global do projeto (e da organização).

Giovani Faria

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