É possível ver que práticas, processos e procedimentos são adotados por longos períodos de tempo sofrendo apenas pequenas alterações.

Pensando nisso pode ocorrer o seguinte questionamento: O processo utilizado continua sendo válido?

Organizações e pessoas mudam a todo instante. As empresas são quase que obrigadas a se reinventar ciclicamente para atender aos novos mercados consumidores que demandam novos produtos, num ambiente onde as barreiras para a concorrência ficam cada vez menores.

Então, como se reinventar de maneira estruturada usando processos antigos que receberam somente ‘roupas novas’ com o passar do tempo?

Além disso, como fazer com que as pessoas – acostumadas a seguir determinados procedimentos e a utilizar ferramentas específicas – adotem novas metodologias de trabalho?

Os mais fervorosos podem dizer que não se pode fugir aos ‘mandamentos’ estabelecidos por processos e certificações consagradas no mercado. Embora seja inegável a sua contribuição na estruturação do trabalho e criação de uma linguagem comum (milestones, análise crítica, estimativas, etc.).

Já outros, menos adeptos dos padrões e ansiosos por novidades e ambientes ‘livres’ querem a abolição total das regras. O que, em certa extensão, pode levar ao caos e descontrole total.

Então, para onde deve (ou pode) pender esta balança? Entre os Processos Consagrados (mas antigos)  e os Processos Inovadores (mas inexplorados).

Quem vence esta batalha? Se é que precisamos ter algum vencedor.

Normalmente, a escolha pelo tipo de padrão (processo) a ser seguido é determinada pela própria corporação em função do seu histórico e resultados (“Em time que está ganhando não se mexe!” Será?). Entretanto, seu direcionamento estratégico também deve ser parte influente deste processo, uma vez que este deve estabelecer o caminho (o futuro) da empresa.

Empresas inovadoras se inventam (ou reinventam) constantemente. Entretanto, será que conseguem simplesmente ‘jogar fora’ seus processos e começar ‘do zero’, tudo de novo? Mesmo sendo esta uma alternativa interessante (e necessária), é também dispensiosa e requer grande esforço por parte da corporação.

Empresas ‘antiquadas’ trocam as roupas dos processos, mudam as ferramentas, mas, a essência continua sendo a mesma. Os problemas ou ‘defeitos’ do processo continuam por lá, escondidos. Entretanto, os resultados obtidos e a agressividade do mercado expõem algumas fragilidades que precisam ser atacadas.

Resumindo:

  • Um visionário pode querer virar tudo de pernas para o ar, mas, talvez não encontre suporte na organização (recursos financeiros, humanos, etc.), ou seja, um sponsor para esta empreitada.
  • Um conservador, bem, este é retranqueiro de carteirinha e não vai querer mudar, afinal, ‘já era assim antes de chegar aqui’.
  • No meio termo, a avaliação de um ‘conservador moderno’ pode levar a conclusão de que, sim, é preciso reinventar (inovar), quebrar paradigmas, causar desconforto, enfim, mudar. Todavia, tudo isso com pé no chão e uma avaliação crítica do que serve e do que não serve mais.

Qual a melhor opção? Ou melhor, qual a sua posição nisso tudo?

Giovani Faria

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