Neste post, vamos avaliar algumas ferramentas para controle de projetos Ágeis.

Para explicar o contexto dessa avaliação de ferramentas para metodologias ágeis, a motivação inicial foi a de identificar ferramentas aderentes a essas metodologias de trabalho para utilização por equipes situadas em diferentes localidades.

Ferramenta 1: Sprintometer

Esta é uma ferramenta (link) que pretende “ser uma ferramenta ágil, simples e poderosa para o gerenciamento de projetos SCRUM e XP (Extreme Programming)”. Nota: para mais informações, acesse o site ou o Guia da ferramenta.

Em sua versão freeware, o Sprintometer é uma ferramenta de fácil uso. Possui uma interface agradável e bastante completa. Entretanto, é mais adequado para o uso em projetos pequenos onde a equipe de projeto é reduzida e, preferenciamente, esteja localizada no mesmo site.

Além disso, uma única pessoa (o scrum master, por exemplo) deve ficar responsável pela atualização de todos os dados na ferramenta. Esta restrição pode sobrecarregar o responsável (que muitas vezes pode ser um dos membros da equipe de desenvolvimento) o que causaria impactos no projeto.

Outro ponto importante é que seu uso é adequado para o controle de sprints de forma isolada. Ou seja, para o controle do Product Backlog a ferramenta não está preparada. Neste caso, a ferramenta requer que o controle dos itens do product backlog que já foram alocados em algum sprint seja feita pelo responsável pelas atualizações (ex. scrum master).

Ferramenta 2: Agilo/Trac

O Agilo é uma ferramenta Open Source para controle de projetos Scrum, construída sobre a ferramenta de rastreamento de falhas (bug tracking) Trac. Essa ferramenta deve ser instalada em um servidor interno e dá acesso aos membros do time à todas as informações do projeto.

Por ser baseada no Trac a interface da ferramenta se dá através da criação de tickets; a cada ação é criado um ticket na ferramenta, da criação do backlog e atividades ao report de falhas encontradas (a ferramenta também possibilita o controle de bug tracking). Quando o usuário acessa a ferramenta ele tem acesso direto aos tickets pertencentes a ele,e econsegue ver o status geral do projeto. Cada membro do time consegue também apropriar-se determinada atividade durante o projeto,e deve reportar o status na própria ferramenta.

Outra característica interessante é a facilidade de adicionar informações complementares na própria ferramenta, uma vez que ela usa a estrutura Wiki. Com isso é possível acrescentar, no corpo do projeto, informações gerais do projeto, resultados de reuniões de review, etc.

A ferramenta também gera o burndown chart e dá uma visão macro dos milestones do projeto (também cadastrados como tickets).

Ferramenta 3: RTC (Rational Team Concert)

De acordo com a própria IBM (link): “O Rational Team Concert integra o rastreamento de itens de trabalho, controle de gerenciamento de código fonte, builds contínuos, planejamento iterativo, e suporte a processos altamente configuráveis, que permite a adaptação à maneira que você quiser trabalhar. Possibilitando que desenvolvedores, arquitetos, gerentes de projetos e ‘owners’ de projeto trabalhar juntos eficientemente”.

Em uma análise preliminar, embora a proposta da empresa seja bastante ambiciosa, a ferramenta parece ser bastante completa, podendo atender à todas (ou a grande maioria) as necessidades do projeto.

Vamos analisar as primeiras impressões, dificuldades e sucessos na sua utilização. Vale mencionar que neste momento estamos implementando seu uso em projetos piloto para posteriormente colocá-la em ‘produção’ na organização.

Depois de algumas reuniões onde a ferramenta foi apresentada e as expectativas foram discutidas, veio a fase de configuração. Como a ferramenta possui muitas possibilidades, definimos o setup mínimo necessário para utilização nos projetos. Aqui, procuramos estabelecer quais funcionalidades e configurações seriam mais intensivamente utilizadas.

A intenção de restringir o uso das funcionalidades foi a de provocar o mínimo de impacto possível no projeto. Isso porque, entendemos que a introdução das funcionalidades (e potencialidades) da ferramenta deveria ser feita de maneira gradual e incremental. Com isso, além de evitar problemas no andamento das atividades da equipe, procuramos reduzir as dificuldades da equipe quanto a aplicação da nova ferramenta e a resistência em aceitar as mudanças propostas.

O projeto piloto ainda está em andamento, entretanto já dá para notar que a ferramenta possui muitas funcionalidades e, ainda é preciso deixar a equipe se acostumar a ela.

Links:

Aplicativos para Gerentes de Projetos

Giovani Faria / Eamon Sousa

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