O título desse post procura fazer uma alusão a frase “Walk the extra mile”, e no texto que segue tenho a intenção de discutir sobre os benefícios, desafios e esforços relacionados àquele “algo a mais” que você tem, pode, ou até mesmo deve proporcionar à você mesmo e à organização onde trabalha. Especialmente porque em diversos momentos ‘fazer somente o que é esperado’ não é o suficiente para provocar os resultados (ou mudanças) necessários (na sua vida, na sua carreira ou no seu trabalho).

Sou um praticante das corridas de rua e é fácil notar várias pessoas, por puro hobby ou prazer, fazendo um esforço adicional para atingir a linha de chegada. São, na sua maioria esmagadora, ‘corredores de final de semana’, amadores (dentre os quais me incluo).

É também interessante notar que nos metros finais várias pessoas parecem encarar aqueles corredores que estão logo à sua frente como sendo os líderes da prova. Neste momento, uma energia adicional brota não se sabe lá de onde e esse(a) corredor(a) acelera para ‘fazer a ultrapassagem’ e chegar na frente (em um fictício 1º lugar, já que dezenas ou centenas de outros participantes já cruzaram a linha de chegada).

Analisando estes eventos percebo alguns momentos bastante distintos nas provas:

  • O início é tumultuado, todos ficam aglomerados procurando uma posição ‘melhor’ para a largada (se é que isso é possível em um corredor da largura de uma rua repleto de pessoas). Quando é dada a largada o que se vê é um ‘estouro de boiada’. A afobação toma conta de muitos.
  • Na sequência, vem o ‘meio’ da prova. Nesta parte, da corrida acredito que boa parte dos participantes esteja competindo consigo mesmo, contra suas limitações físicas, mas, com muita vontade e motivação para completar o percurso.
  • E finalmente, os últimos metros, próximos da chegada. Depois dos quase 5km, 10km ou mais quilômetros que compõem o percurso da prova, ocorre um ‘fenômeno’ interessante de se observar, os sprints (arrancadas). Nesta hora, parece que a posição mais alta do pódio está sendo realmente disputada. Entretanto, neste momento o que parece ser o motivador não é a colocação em si, mas, a sensação de vitória por ter conseguido cruzar a linha de chegada centímetros à frente de mais um participante (e que, de preferência, seja alguém que também esteja buscando o seu km extra, as últimas reservas de energia). Nesta disputa quem ganha é o espetáculo já que, recursivamente, o público podem assistir a outros tantos ‘primeiros colocados’ completando a prova.

E na corrida da carreira profissional nas organizações ou na disputa das organizações para se manterem competitivas (e vivas) no mercado? Quantas pessoas (de todos os níveis hierárquicos) dispostas, e principalmente, com atitude para o km extra precisam existir e, efetivamente, ‘correr os sprints’?

Este km extra que cada um dá procurando melhorar sua projeção na carreira almejada naturalmente acaba por influenciar as organizações; uma vez que seus esforços pessoais, por mais ‘egoístas’ que possam ser, acabam por torná-lo um profissional melhor, mais capacitado e apto a desempenhar melhor suas funções.

Sob outro ponto de vista, suas iniciativas podem gerar novas oportunidades para sua organização em segmentos ou áreas que não vinham sendo exploradas até então. Ou, até mesmo, podem garantir que posições (ou clientes) conseguidas não sejam perdidas para outros players do mercado.

Alguns autores (e recrutadores) procuram avaliar bastante a Atitude dos candidatos perante situações adversas (ou de mudanças) e não somente analisar os conhecimentos (CV) e habilidades (CHA). Em outras palavras, a Atitude pode ser esta energia extra que permite adquirir novos Conhecimentos e transformá-los em Habilidades. Entretanto, esses dois últimos, sem Atitude, podem não render muitos frutos.

Os desafios são muitos e…….., vai encarar?

Giovani Faria

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