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Fazer a avaliação de uma turma, com certeza, é uma experiência ímpar na vivência de uma pessoa que se inicia na carreira docente. Com o tempo, pode até vir a se tornar trivial, mas, ainda assim, vai continuar demandando sua atenção e estratégia para a execução.

Claro, esta experiência varia depender do ambiente no qual esta avaliação será aplicada: ensino fundamental, médio, superior e pós-graduação; sendo que a minha vivência é no ensino superior.

Então, partindo de algumas premissas básicas:

  • Muitos alunos não vão estar preparados (adequadamente).
  • Vários tentarão burlar o monitoramento e vão tentar obter informação de forma não lícita (isso mesmo, vão colar).
  • A sala vai estar lotada (no ensino público, com sua característica falta de estrutura adequada e na iniciativa privada, pelas metas agressivas de resultados financeiros).

Com isso em mente, onde fica a estratégia? Bem, vamos acrescentar mais alguns ingredientes para situar a estratégica na hora da avaliação:

  • O que se espera avaliar nos alunos?
  • Qual o tempo de duração dessa avaliação?
  • Quais são os tópicos mais relevantes a serem destacados na avaliação?
  • Quais os recursos disponíveis (papel, caneta, computador, etc.)?
  • A avaliação será individual? Em dupla? Ou em grupo?
  • Os discentes irão ‘competir’ entre si? Isto é, a dinâmica da avaliação envolve algum tipo de jogo?
  • O nível do desafio está adequado ao que foi ensinado?

Como pode-se ver, se você professor não tiver uma estratégia clara para o que espera da avaliação, provavelmente não irá preparar o material adequado e, consequentemente, não atingirá os resultados esperados.

Algumas dicas:

  • Sabemos que você, o professor, vai conseguir resolver a prova com tempo de sobra. Mas, os discentes, quer pela falta de estudo, nervosismo ou desorganização, vão demorar mais tempo. Então, avalie bem a quantidade de questões.
  • Com uma quantidade grande de alunos, planeje a dinâmica de distribuição das avaliações, assinaturas de listas, entrega de materiais, etc. Senão, o tumulto pode ser grande e boa parte do tempo disponível será consumido.
  • Estabeleça, no início, a regra do jogo com os alunos. Isto é, como vai ser conduzida a avaliação (duração, restrições, etc.).
  • Avaliação é um momento sério. Por mais que o uso da tecnologia possa fazer parte desse processo, este é momento de verificar a absorção do aprendizado e não de saber quem consegue obter algo pronto da internet.

Agora, pensando mais amplamente, a avaliação é  um momento onde além de avaliar os alunos, a própria estratégia de ensino do professor é posta à prova. Seus métodos didáticos, sua empatia com a turma, enfim, vários aspectos que compõem um plano maior de formação e capacitação de pessoas.

Giovani Faria

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