Observando diferentes profissionais dos mais variados segmentos e históricos não é tarefa fácil saber qual foi aquela fagulha que deu início a este ‘fogaréu’ que são os resultados obtidos em uma trajetória de sucesso.

Claro que o indivíduo é um dos principais agentes neste processo de construção de uma carreira bem sucedida.

Porém, muitas vezes, existem circunstâncias que acabam por proporcionar oportunidades que auxiliam, e muito, neste começo, ou o chamado ‘vê-zero’.

domino

Recentemente, ao assistir a uma palestra de um Engenheiro Mecatrônico (D.S.) que vem construindo uma bela carreira na indústria automotiva, acabei me lembrando um pouco de minha própria história (que fica pra outra ocasião 🙂 ).

No caso do D.S., entre tantas outras coisas, ele destacou uma circunstância que me chamou especial atenção. Uma situação que pode ser encarada como uma (de tantas) oportunidades aparentemente inócuas que, em um futuro breve ou distante, podem desencadear novos acontecimentos.

D.S. comentou em sua palestra que uma importante razão para ele estar trabalhando (há 5 anos) nesta multinacional do setor automotivo foi o fato de ter se empenhado em uma atividade de monitoria da disciplina de Física. Para isso, chegava mais cedo e auxiliava outros alunos com dificuldades no conteúdo da disciplina.

Obviamente que a monitoria em si não foi o fator decisivo, mas sim, quem estava participando dessa monitoria. Neste caso, um outro aluno, um outro profissional, que estava lá em busca de capacitação e que já trabalhava nesta mesma empresa.

Então, vou pontuar alguns fatores:

  • o fato da disponibilidade, interesse e capacidade de D.S. em desenvolver a atividade de monitora
  • o fato desse outro profissional querer se capacitar mais e utilizar-se da monitoria
  • a capacidade desse outro profissional em observar os futuros profissionais com os quais estava interagindo
  • o empenho e desempenho de D.S. nesta atividade (e talvez em outras)

Ou seja, estes e outros fatores permitiram que este D.S. pudesse se notado, mostrar suas habilidades, sua disposição e claro, seu caráter para alguém que estava interessado em observar e perceber que D.S. poderia (e foi) uma ótima ‘aquisição’ para o quadro de colaboradores da empresa.

Assim, alguns semestres mais tarde depois da monitoria, este relacionamento inicialmente despretensioso culminou em um convite para trabalhar nesta multinacional.

E termino resumindo esta história dizendo que as oportunidades não vem pintadas de tinta fosforescente, nem marcadas em capslock/negrito/sublinhado e nem tampouco são imediatistas e possuem uma relação de causa (o que você faz) e consequência (aquilo que provoca) instantâneas. Porém, acredito que para se estar pronto no momento certo e poder aproveitar uma oportunidade é preciso iniciar a construção desta oportunidade (da sua carreira, por exemplo) muito antes que a mesma ‘se revele’ para seus olhos.

Viva um dia por vez e construa sua carreira e seu futuro sempre.

Giovani De Faria (link)

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