Questões iniciais….

  1. Quando você está realizando uma tarefa qualquer, qual percentual de sua atenção está realmente na realização da mesma?
  2. Quanto de sua capacidade mental/intelectual está dedicada para esta tarefa específica?
  3. Qual a força que as distrações tem sobre você para desviar sua atenção?

Como gestor e professor, tenho um grande desafio que é o de conseguir o máximo de atenção das equipes (de trabalho e de alunos).

Alguns momentos onde pode-se notar a desatenção:

  • em reuniões e apresentações – pessoas dispersas e pouco focadas
  • nos emails corporativos – não importa se longos ou curtos, diretos ou prolixos, muitas vezes as ações neles descritas não são devidamente tomadas

O problema é bem conhecido, mas e a solução? Abaixo faço algumas considerações sobre abordagens que costumo adotar:

  • Na sala de aula: uma experiência funcionou bem foi pedir, explicitamente, por 150% da atenção dos alunos. O resultado? No dia seguinte recebi um bom feedback sobre a qualidade da minha aula. A dúvida: será que fui mesmo melhor naquele dia? Ou a atenção da turma fez com que acompanhassem o raciocínio e entendessem o conteúdo?
  • Nas reuniões: Longos tempos onde alguém fica falando, definitivamente, contribuem para a desatenção. A interação com a audiência (presencial ou remotamente) é importante. Levantar pontos de ação, pedir por explicações, pedir por confirmação (do entendimento do conteúdo), pedir por comentários (nominais) ajuda e muito a manter o foco (já que as fontes de desatenção são variadas).
  • Nos e-mails: Bem, esta tem sido a mais desafiante forma de comunicação (dependendo de quem a lê). A mesma fórmula não funciona sempre (e nem para todos os interlocutores). Costumo começar com uma ‘frase de impacto’ (no assunto ou corpo do e-mail). Embora não seja em todos os casos, ajuda bastante. Além disso, quando a mensagem é grande, é importante começar pelos pontos de ação já com os devidos responsáveis identificados. Isso acaba por influenciar na leitura mais atenta do restante da mensagem.

Giovani De Faria

(link)

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