Não se preocupe, este não é um post sobre culinária. Entretanto, pra começar o assunto:

  1. Separe as claras das gemas de 4 ovos.
  2. Bata as claras em neve e reserve.
  3. Em uma batedeira, coloque as 4 gemas junto com 1 xícara de chá de água fervente e bata até espumar bastante.
  4. ….

Esta receita (desde que complete), potencialmente, vai trazer um bom resultado. Isto é, um bom bolo para se comer. Porém, vai resultar (com pequenas diferenças) no mesmo bolo, não importa quantas vezes você repita a receita. Mesmos ingredientes, mesmo procedimento, mesmas proporções…logo, mesmo bolo.

Enfim, condições iniciais iguais, junto com procedimentos iguais devem, invariavelmente, levar aos mesmos resultados.

“Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”. Albert Einstein

Então, seria possível obter uma receita única para todos os ‘bolos’ que existem?

De bate pronto diria que esta é uma tarefa inglória e, talvez, até mesmo, sem mérito. Pois, ainda que você consiga produzir bons bolos com esta receita única, eles podem não ser exatamente os bolos que você precisa (ou quer) para cada um dos momentos ou situações. Um pouco confusa esta frase, mas vamos elaborando mais um pouco na sequência.

Agora, se ao invés de um ‘bolo’ estivermos procurando promover mudanças significativas em uma organização qualquer. Então certamente não vai existir uma receita única já que as condições iniciais (as pessoas, suas crenças, suas expectativas, seus conhecimentos, etc…) não são as mesmas. Nem tampouco as ‘receitas’ (os processos, procedimentos, diretivas organizacionais) são sequer parecidas.

Então, deixemos de lado a prática de reutilizar ‘receitas’ prontas. Estas, ainda que consagradas e reconhecidas, precisam de adaptações de forma a adequá-las às diferentes realidades organizacionais.

mudança

Para discutir um pouco mais sobre este tema, algumas questões:

  1. Que mudanças se quer promover? E por quê? – Não saber ‘o que’ e o ‘por quê’ se quer mudar vai deixar todos os envolvidos à deriva, sem um norte, um objetivo a perseguir. Mesmo para pequenas mudanças (apenas o ‘sabor do bolo’) é preciso que todos tenham ciência do que é esperado e como (os recursos disponíveis) se pretende atingir este objetivo.
  2. Quão profundas serão estas mudanças? – Pessoas tendem a procurar ambientes e comportamentos que as mantenham na zona de conforto. Mudanças mais profundas trazem, naturalmente, o desconforto. Ainda que este seja necessário para promover a mudança, vai requerer que se faça um trabalho com os envolvidos (e impactados) de modo a garantir o resultado esperado.
  3. As pessoas envolvidas percebem valor no resultado esperado? Em outras palavras, elas acreditam que vale a pena o esforço? – A visão do resultado esperado tem que ser compartilhada. De nada adianta que uma única pessoa acredite. Alinhamento é uma palavra chave para que haja sintonia entre os envolvidos e o que se espera obter.
  4. Os envolvidos estão realmente engajados? – Ainda que o grupo acredite nos benefícios a serem alcançados com a mudança, ainda existe a necessidade de engajar e direcionar os esforços de forma organizada e coesa.

Finalizando…

“Ações iguais levam a resultados iguais. Se deseja mesmo promover a mudança use receitas diferentes”.

Giovani De Faria

(Link Pulse)

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