Você saberia responder…..

  1. Como é que se avalia a influência que um líder tem sobre você (ou a sua sobre alguém, por exemplo, sobre uma equipe)?
  2. Como saber se seus liderados vão efetivamente segui-lo(a) e se comprometer com os planos traçados para novos projetos?
  3. Como perceber que esta equipe está disposta a fazer esforços extras para acompanhá-lo(a) e ‘fazer acontecer’?

Essas perguntas, ainda que possam ter respostas relativamente simples, do tipo ‘sim’ ou ‘não, compreendem um conjunto muito grande de circunstâncias e premissas que as torna um tanto quanto complexas.

“Liderar não é impor. Liderar é despertar nos outros a vontade de fazer.”

Na adolescência eu e um conjunto de então estudantes do ensino fundamental e médio participávamos da equipe de basquetebol da cidade onde morávamos nas diferentes categorias (pré-mirim, mirim, infantil, etc., divididas pela idade dos participantes).

Na linha de frente destas equipes (extremamente amadoras) haviam os técnicos que, na verdade, eram os professores de educação física (de colégios públicos estaduais) que se empenhavam de maneira primorosa e dedicada ao seu ofício. Aliás, justiça seja feita, se esforçavam mais do que seu cargo, função e salário pediam. Doando seu tempo, seu carinho, sua experiência e vontade para nos treinar e educar.

Os treinamentos eram rígidos. A exigência física e técnica era grande. Buscava-se sempre extrair o máximo do grupo. Havia também o forte apelo de educação e respeito. O simples fato de ser um jogador acima da média não lhe dava o direito de ser indisciplinado ou mal educado. Enfim, os nossos professores-técnicos atuavam como educadores e nos preparavam para o esporte e para a vida em grupo.

Este ano, depois de mais de 25 anos, vamos completar o Quarto Encontro dos “Dinossauros do Basquete” – nome carinhoso escolhido para este grupo de velhos amigos que se reúnem uma vez por ano para descontrair e colocar o papo em dia.

É importante mencionar que um número bastante expressivo de ex-esportistas ‘quase profissionais’ se desloca dos mais variados lugares do país até a longínqua cidade de Ilha Solteira/SP (localizada no noroeste do estado e distante mais de 700 km da capital São Paulo).

Este evento anual, com data marcada e recursiva, mobiliza essas pessoas que já não tem tanta energia pra correr, marcar o adversário ou fazer muitas cestas. Mas, com certeza, todos com uma vontade tremenda de participar e aplicar aqueles ensinamentos recebidos.

Agora, retomando o tema desse post, as frases anteriores destacam o Engajamento desse grupo, quer seja se deslocando, quer seja organizando o evento, quer seja mostrando respeito uns pelos outros e pelos nossos mestres.

E finalmente, a Liderança. Mesmo depois de passadas décadas é interessante notar o respeito que todos, sem exceção, demonstram pelos nossos técnicos. Ainda que da mesma forma descontraída que sempre nos tratamos, o respeito e admiração está presente em cada frase ou gesto.

liderando

Com muito pouco esforço nossos técnicos conseguem nosso silêncio, mesmo naquele momento de euforia do reencontro. Conseguem nossa atenção em qualquer orientação que vá ser feita. Enfim, eles conquistaram, com louvor, a posição de líderes desse grupo heterogêneo mas com um objetivo comum que é o de manter vivas as lembranças de um tempo que ficou lá atrás, mas que persiste na mente e no coração de cada um.

Giovani De Faria

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