Quando falamos dos potenciais riscos que, se ocorrerem, irão afetar seus projetos (neste caso negativamente) acabamos por nos lembrar da famosa ‘Lei de Murphy’ que, entre tantas outras versão, quer nos dizer que:

“…Se alguma coisa pode dar errado, com certeza dará…”

“…Se houver mais de uma maneira de se executar uma tarefa ou trabalho, e se uma dessas maneiras resultar em catástrofe ou em consequências indesejáveis, certamente essa será a maneira escolhida por alguém para executá-la…”

“…o pão vai sempre cair com a manteiga virada para baixo…”

Embora com palavras nada otimistas, esta conhecida ‘lei’ acaba sendo comprovada nas mais diversas situações e, mais especificamente, nos seus projetos.

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É importante lembrar que, quando falamos de gerenciamento de projetos estamos nos referindo ao gerenciamento da Integração de diferentes áreas tais como (PMBok): Escopo, Custos, Tempo, Qualidade, Pessoas, Partes Interessadas Comunicações, Aquisições e Riscos. Áreas estas, que por sua vez, devem ter seus objetivos alinhados com a estratégia organizacional.

Com tantos aspectos para gerenciar – e de forma integrada – fica evidente que a probabilidade de que Murphy se faça ‘presente’ em seu projeto é bastante alta.

A questão principal é: Como se precaver e se antecipar aos potenciais problemas? Como trabalhar para ‘vencer’ Murphy?

Uma resposta imediata (e até mesmo óbvia) seria “Planejamento” e, em especial, atuação plena no Gerenciamento de Riscos.

Quando tratamos do Gerenciamento de Riscos (Que compreende, de acordo com o PMBoK, o Planejamento, Identificação, Análise, Monitoramento e Controle) é importante entender qual o perfil de risco de sua organização. Abaixo, alguns exemplos:

  • Em projetos de pesquisa (P&D), as instituições/organizações costumam aceita graus de risco mais elevados. Isto porque os investimentos em novas tecnologias não necessariamente podem trazer resultados, especialmente no curto prazo.
  • Já nos projetos incrementais de desenvolvimento de produtos, onde novas funcionalidades são incluídas, a aceitação dos riscos tem um nível mais moderado. Isto é, a empresa trabalha na evolução de um produto para o qual já possui um mercado e quer renová-lo, ou ampliar a gama de funcionalidades.
  • Finalmente, nos projetos de customização contratados por um cliente específico, a aceitação de riscos é normalmente mais baixa. Isto porque prazos e orçamentos ja foram bem definidos e negociados com o cliente.

Entretanto, estamos falando de situações e circunstâncias que, muitas vezes, podem estar fora de seu controle. Por exemplo:

  • pessoas de seu projeto deixando a empresa
  • problemas com infraestrutura
  • problemas com as ferramentas de suporte ao projeto
  • entendimento incorreto de requisitos e/ou de prioridades
  • estimativas incorretas
  • etc.

A lista é bastante grande e torná-la totalmente completa requer um esforço muito grande.

Então, tão importante quanto rever constantemente a lista de riscos, quer seja para incluir novos itens, quer seja para modificá-los, o principal foco deve ser em tratar os riscos identificados (monitorar e atuar).

Giovani De Faria

Sugestão de Leitura: http://www.elirodrigues.com/21erros/

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