Assim como acontece em diversas passagens do filme De volta para o Futuro, sabendo o que vai acontecer no futuro, e influenciando o passado (ou presente) você é capaz de alterar esta realidade futura. Confuso? É, um pouco, mas ainda que seja pura ficção científica a possibilidade mostrada neste filme, o princípio de causa e consequência continua válido.

Há quem diga que uma boa maneira de se planejar um projeto é ‘começar pelo fim’. Claro que olhar os lessons learned (as lições aprendidas) de outros projetos, os ativos de processos organizacionais (de modo geral), conversar com seus colegas do escritório de projeto (PMO) ajuda. Mas, neste caso, começar pelo final (ou fazer de trás pra frente) significa algo um pouco diferente.

Aqui, por exemplo, o objetivo é imaginar que o projeto já está pronto para o seu fechamento (encerramento). Para ser mais específico, imagine que você está na reunião final para pegar a última assinatura do cliente, ou o seu aceite.

Pois bem, imaginar é simples. Você coloca um papel na frente do cliente, ele assina, todos apertam as mãos uns dos outros, congratulações, parabenizações, cliente satisfeito, e pronto, a nota fiscal de cobrança já pode ser emitida e todo mundo fica feliz.

Entretanto, para chegar até este momento muito suor e lágrimas tiveram que ser produzidos. O trabalho, com certeza, não foi simples. Afinal, o caminho normalmente costuma ser árduo e cheio de surpresas e armadilhas.

Mas, como fazer este planejamento ‘de trás pra frente’?

Para responder à esta questão, que tem responder às seguintes perguntas?

  • O que precisa estar pronto para que o cliente faça o devido aceite?
  • O que é que o cliente vai querer ver, testar, verificar, utilizar…. para poder então concordar que está de acordo com o que ele pediu (comprou)?
  • Quais foram os critérios de aceitação estabelecidos? Para evitar mal-entendidos.
  • Mas, o que é mesmo que o cliente queria? Existe um documento de requisitos (claro e detalhado)?
  • Como é que o escopo de entregas planejado para o projeto se relaciona com os requisitos?
  • Ocorreram mudanças? Onde é que elas foram documentadas (e devidamente aprovadas)?
  • etc…

A lista de perguntas só tende à aumentar. Mas, se todas estiverem respondidas de maneira coerente e integrada, a chance de que seu projeto atinja o desejado ‘final feliz’, aumenta.

Esta estratégia de planejamento pode evitar dores de cabeça no futuro. Mas, é sempre bom ter em mente que na hora da execução você não vai a construir a casa iniciando pelo telhado e nem pintando paredes que ainda nem existem.

Erasedfromexistance

Então, para salvar o Dr. Brown, isto é, seu projeto (ou seria você mesmo?), tome as ações no presente que vão conduzi-lo para o aceite do cliente e a devida celebração.

Giovani De Faria

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